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ELBA NA  INTERNET

Logo depois, nachtraglichkeit, après-coup, a posteriori. Diferentes idiomas para dizer que a história daquele ser chamado “humano” pode ser redefinida de diferentes formas.

Grandes mudanças a partir de revoluções, descobrimentos, reinados, fins de impérios, independências, guerras.
Pensamos que também poderia ser definida  – e diferenciada – a partir  das modalidades da escritura.

Escritura que, para ser, precisava-se ir às pedras para escrevê-la. Depois nas argilas. Depois nos papiros.  O que já deixou de implicar um ir para. A partir daí, de quando a pedra virou papiro, o lugar da escrita podia ser carregado com o escrevente. E o papiro, pergaminho. E o pergaminho, papel. Não foi mais necessário ir para escrever (embora os atuais “grafitis” possam ser uma forma nostálgica de lembrar esses velhos tempos).
Porém não só os “grafitis” retornam aos velhos tempos. Curiosamente agora, em 2006, se volta a ir para. Não ir para as paredes das cavernas mas  ir para o computador.

Repetição que, como sempre, é também a repetição de uma diferença. Algo novo. Neste caso, embora agora não seja mais imprescindível o papel para ler ou escrever, sempre uma superfície é imprescindível para deslizar a mão, mão da qual se derramam idéias e fantasias, temos agora -também- a superfície virtual, aquela que se vê no computador, neste caso na Internet, e onde para escrever não se desliza uma caneta num papel, mas se digita num teclado, como um piano, música que são letras  como estas, com as quais apresentamos na Internet o lugar da Escola  Lacaniana da Bahia, da qual podemos dizer que não foi fundada numa data precisa, embora tenha sido efeito, produto do trabalho vindo, primeiro de um grupo de estudo sobre Lacan coordenado por  Gustavo E. Etkin, grupo que, depois virou VEL-Grupo Freudiano da Bahia, e depois a Escola Lacaniana da Bahia.

Mudança de nome, efeito, resultado de um trabalho.

Trabalho na intensão, baseado na prática clínica de seus membros re-trabalhada em cartéis, seminários, grupos de estudo e entrevistas clínicas em hospitais psiquiátricos, e na extensão dessa prática clínica para áreas próximas à psicanálise, como a Lingüística, a Literatura, a Filosofia.

Trabalho percorrido por um objetivo comum a todas as áreas: o encontro com o significante na transmissão da psicanálise e na formação de psicanalistas.